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Pastor da Igreja Evangelica Assembleia de Deus. Conferencista e pregador itinerante da Palavra de Deus, Doutor em Teologia e Diretor da FAETEPE.

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Ventre: O lugar mais Perigoso, ou o lugar mais Seguro do Mundo?

Aborto em caso de estupro é errado?

A Resposta Bíblica para o Aborto.




O que a Bíblia ensina acerca do aborto?
No Antigo Testamento, a Bíblia se utiliza das mesmas palavras hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebês e as crianças. No Novo Testamento, o grego se utiliza, também, das mesmas palavras para descrever crianças ainda não nascidas, os bebês e as crianças, o que indica uma continuidade desde a concepção à fase de criança, e daí até a idade adulta.
A palavra grega brephos é empregada com freqüência para os recém-nascidos, para os bebês e para as crianças mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1.41,44 a mesma palavra é empregada referindo-se a João Batista, enquanto ainda não havia nascido, estando no ventre de sua mãe.
Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação a outras crianças. O escritor bíblico também nos informa que João Batista foi cheio do Espírito Santo enquanto ainda se encontrava no ventre materno, indicando, com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas 1.44).
Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando "filho", utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência de João Batista no ventre materno, antes de seu nascimento (seis meses antes, para ser preciso).
A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho no ventre. Em Gênesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto ainda no ventre materno. Em Jó 3.3, Jó usa a palavra geber para descrever sua concepção: "Foi concebido um homem! [literalmente, foi concebida uma criança homem]". Mas a palavra geber é um substantivo hebraico normalmente utilizado para traduzir a idéia de um "homem", um "macho" ou ainda um "marido". Em Jó 3.11-16, Jó equipara a criança ainda não nascida ("crianças que nunca viram a luz") com reis, conselheiros e príncipes.
Todos esses textos bíblicos e muitos outros indicam que Deus não faz distinção entre vida em potencial e vida real, ou em delinear estágios do ser – ou seja, entre uma criança ainda não nascida no ventre materno em qualquer que seja o estágio e um recém-nascido ou uma criança. As Escrituras pressupõem reiteradamente a continuidade de uma pessoa, desde a concepção até o ser adulto. Aliás, não há qualquer palavra especial utilizada exclusivamente para descrever o ainda não nascido que permita distingui-lo de um recém-nascido, no tocante a ser e com referência a seu valor pessoal.
E ainda, o próprio Deus se relaciona com pessoas ainda não nascidas. No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Ele se utiliza desse termo para se referir ao cuidado pessoal de Deus por ele mesmo durante a primeira parte de seu estado embrionário (desde a nidação até as primeiras semanas de vida), o estado antes do feto estar fisicamente "formado" numa miniatura de ser humano. Sabemos hoje que o embrião é "informe" durante apenas quatro ou cinco semanas. Em outras palavras, mesmo na fase de gestação da "substância ainda informe" (0-4 semanas), Deus diz que Ele se importa com a criança e a está moldando (Salmo 139.13-16).
Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?"
Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste".
O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer".
O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe".
Esses textos bíblicos revelam os pronomes pessoais que são utilizados para descrever o relacionamento entre Deus e os que estão no ventre materno.
Esses versículos e outros (Jeremias 1.5; Gálatas 1.15, 16; Isaías 49.1,5) demonstram que Deus enxerga os que ainda não nasceram e se encontram no ventre materno como pessoas. Não há outra conclusão possível. Precisamos concordar com o teólogo John Frame: "Não há nada nas Escrituras que possa sugerir, ainda que remotamente, que uma criança ainda não nascida seja qualquer coisa menos que uma pessoa humana, a partir do momento da concepção".[1]
À luz do acima exposto, precisamos concluir que esses textos das Escrituras demonstram que a vida humana pertence a Deus, e não a nós, e que, por isso, proíbem o aborto. A Bíblia ensina que, em última análise, as pessoas pertencem a Deus porque todos os homens foram criados por Ele.

E se você já fez um aborto?

Você já fez um aborto? Onde quer que se encontre, queremos que você saiba que o perdão genuíno e a paz interior são possíveis, e que uma verdadeira libertação do passado pode ser experimentada.
Deus é um Deus perdoador:
"Porém tu [és]... Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em bondade" (Neemias 9.17b).
"Pois tu, SENHOR, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam" (Salmo 86.5).
Aliás, Deus não apenas perdoa, Ele, de fato, "esquece":
"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro" (Isaías 43.25).
Você poderá encontrar perdão agora mesmo simplesmente colocando sua confiança em Jesus Cristo. Você pode confiar nEle, virando as costas para os caminhos que você tem seguido, reconhecendo e confessando seus pecados a Ele, e voltando-se para Cristo com a confiança de que através do Seu poder, Ele haverá de lhe conceder perdão e uma nova vida. Se você deseja ter seus pecados perdoados, se deseja estar livre da culpa, se quer ter nova vida em Cristo, se quer conhecer a Deus, e se você sabe que é amada por Ele, sugerimos a seguinte oração:
Querido Deus, eu confesso o meu pecado. Meu aborto foi coisa errada e eu agora venho à Tua presença em busca de perdão e de purificação. Peço que não apenas me perdoes esse pecado, mas que me perdoes todos os pecados de minha vida. Eu aceito que Jesus Cristo é Deus, que Ele morreu na cruz para pagar a penalidade pelos meus pecados, que ressuscitou ao terceiro dia, e que está vivo hoje. Eu O recebo agora como meu Senhor e Salvador. Eu agora aceito o perdão que Tu providenciaste gratuitamente na cruz e que me prometeste na Bíblia. Torna o teu perdão real para mim. Eu peço isso em nome de Jesus. Amém.

sábado, 18 de dezembro de 2010

MIssiologia.

Sucinta Apresentação Missiológica.



                              Missiologia

                                    I.Vocábulo Missiologico.

                   1º. Termo técnico.

A. A apresentação do alvo da doutrina “ordenança”.

- A ciência da comunicação transcultural da fé cristã.
- A disciplina preeminentemente erudita que subjaz a tarefa da evangelização.

B. O campo em que a Missiologia atua.

- No campo de estudo e pesquisa;
- Registra e aplica dados das origens bíblicas e da história da expansão do movimento cristão aos princípios;
- E técnicas Antropológicas (“Anthropos”  << anqropoz >>  é usado de forma geral, “ser humano macho e fêmea”) para sua melhor promoção.

2. Termo Missiologia no sentido lato senso. (largo, amplo, dilatado, extenso).

1. No termo geral é quando alguém for enviado para realizar uma determinada tarefa para qual foi designado. Ser enviado com uma mensagem puramente humana. Ser representante de um ser da mesma matéria. Ser um diplomata. Porta voz.

3. Termo Missiologia no sentido estricto senso (exato, rigoroso, preciso).

1. No estricto senso o termo missiologia é empregado quando alguém é comissionado por Deus para pregar o evangelho de Jesus Cristo, com unção, poder, conhecimento bíblico e sabedoria dada por Deus. Pois Deus chama; Deus consagra; a igreja separa; o Senhor confirma; mas que se prepara é o próprio obreiro chamado (At 13/1-5).

                                   II. A missiologia como ciência.

                   A missiologia como ciência, deve ser descrita como ciência aplicada.
                   Ciência Aplicada = Ato ou efeito de aplicar; adaptação; destino; afinco e concentração de espírito no estudo.
                   A Missiologia como ciência aplicada, se propõe a adaptar-se aos costumes e praticas de cada ambiente de trabalho. Só se adapta a esse tipo de ambiente caso haja um estudo com esmero e concentração. Porque o dinamismo do processo missiologico começa com uma situação real de campo, que confrontam uma igreja ou uma missão, em que seus problemas, êxitos e fracassos são claramente conhecidos.Ela é como o campo da medicina, em uma operação de próstata o medico pode chegar a cortar o nervo peniano do paciente, isto lhe causara danos para o resto de sua vida. O medico tem que estar ciente de que o campo de trabalho em que ele esta atuando tem seus devidos problemas, fracassos, e principalmente êxitos. Uma verdadeira missiologia é aquela em que se encontra ciente, habituada, e principalmente consciente das situações do campo em que trabalha. Para que não haja danos ao trabalho do Senhor existe a Missiologia Aplicada, para estudar e preparar os enviados para qualquer situação que ocorrer no campo de trabalho.

                   III. As três principais disciplinas que contribuem para o processo Missiologico.

                   Dentro da missiologia abre as tão chamadas auxiliadoras de temas. Na missiologia são três: A teologia Bíblica; A antropologia e a Historia. Vejamos um pouco de cada uma destas adjutora.

1.     Teologia Bíblica.
                   Existem vários de teologia, tais como; teologia cientifica, que analisa o lado cientifico de Deus; teologia jurídica, que analisa o lado jurista de Deus, tendo Deus como juiz, advogado; antropologia teológica, que analisa as manifestações de Deus (teofanias, antropopatia; “Dn 6, Gn 6/6”); Estes tipos de teologia apenas estudam facetas de Deus, mas a teologia Bíblica estuda Deus em um todo. Causa esta de ser necessário para o estudo da missiologia a teologia bíblica por ser completa (Jo 1/18, 17/6, 26).

2.     Antropologia.
                   O vocábulo antropológico é definido da seguinte forma: O conceito básico esta por detrás da palavra grega “Anthropos” é aquele que determina o homem genérico e suas formas de expressão, para distinguir dos “deuses” e dos animais. Esta palavra faz menção tanto de macho como que de fêmea. A antropologia como aliada da missiologia estudam os lados sociais, aplicados, teorético, religioso, lingüístico, dinâmica cultural e mudança cultural.
a) social = social porque se estuda o lado social do ambiente em ação para melhor se apresentar o trabalho do Senhor. Grandes homens antes de começarem suas tarefas estudavam o ambiente social do seu campo de ação (At 24/17; II Co 8/4; Rm 15/25; Gl 2/10).

b) aplicativo = Aplicativo porque o que se conhece sobre o homem se aplica no homem.

c) religioso = varias vezes homens analisaram o ambiente religioso para cumprirem suas missões. Abalizando este lado da antropologia se pode conhecer a propensão religiosa do campo e também se revelar o maravilhoso poder do Deus que envia homens para ganhar homens (I Rs 18/22- 40; At 17/15 – 34 “23”).

d) lingüístico = É impossível fazer missões sem conhecer o idioma falado no campo de trabalho. Na antropologia se estuda a fala do homem como meio de revelação do ser interior; o meio lingüístico expressa o costume de um povo, a cultura de toda uma terra (Jz 12/5 – 6). Sibolete, Chibolete sig, hb, Rio: A prova feita pelos gileaditas aos efraimitas, quando fugiam e queriam atravessar os vaus do Jordão, depois de sua derrota, foi que pronunciassem a palavra hebraica shibboleth.  Como estes tinham dificuldade de pronunciar o hebraico sh, os gileaditas lhes diziam que pronunciassem shibboleth; se eles se traiam, proferindo siboleth, eram mortos sem mais cerimoniais.

e) dinâmica cultural = A forma da cultura de um campo de missões é de suma importância, pois analisam as formas de procedimento de um povo. Na nossa cultura, por exemplo, somos totalmente recicladores, já em muitos países nada se recicla tudo é jogado para fora. Existem culturas que mudam muito pouco num espaço de tempo como é o caso do Judaísmo.Na antropologia se estuda a dinâmica cultural para que haja melhor adequação do enviado no campo em que foi a trabalhar. Este ramo da antropologia estuda tudo sobre os costumes de um povo, nação, raça.

f) mudança cultural = A mudança cultural como ramo da antropologia missiologica estuda os altos e baixos de costumes que sempre conduzem o povo ao formalismo; olhando por este lado a antropologia missiologica analisa como ela pode mudar o ambiente em que vivem os seres do campo em trabalho. Vejam que em todos os tempos sempre teve e sempre vai ter mudanças na cultura de povos de muitos lugares.

Obs: Outros pontos disciplinares que são auxiliadores de temas, no tocante a missiologia são: Psicologia, a Teoria das comunicações e a Sociologia.

Histórica.
                    Histórica porque muito se detém, ao estudo sistemática da historia da região sob o qual o enviado irá ser arauto da mensagem de Nosso Senhor. A História de um local muito ajuda a expressar o carater do povo do qual o missionário irá trabalhar.
                   Todas estas disciplinas se unem dentro das bases e dos problemas específicos de determinada situação de campo, com a motivação do evangelho como a força que da o movimento daquela interação. Por isso, componentes básicos que posteriormente se tornam “missiologia” não é antropologia nem psicologia, teologia nem historia, nem a soma total desses campos de estudo e, sim o componente principal da missiologia é o Evangelho. Daí emergem (sair de onde estão mergulhados) a etnoteologia, a etno-historia e a etnopsicologia.

Etnologia = Ciência que tem por objetivo o estudo da cultura material e espiritual dos chamados povos naturais; estudo e conhecimento, do ponto de vista cultural, das populações primitivas; estudo comparativo de todos os povos. O mesmo que antropologia cultural.


                                 IV.  A tarefa missionária é Bíblica.

                   Vejamos a grande comissão nos quatro evangelhos:

                     A grande comissão de acordo com Mateus.
                  
                   O cenário histórico da comissão de acordo com Mateus é a montanha da Galiléia, onde Jesus pediu para que seus discípulos fossem o encontrar (Mt 28/16) A ordem de Jesus foi clara (Mt 28/16-20). A comissão foi posta em tom de ordem e não em tom de escolha.

                  O esboço da comissão. A comissão pode ser esboçada como segue.

1.     O poder (soberania) do Rei – “todas as nações”.
2.     O propósito do Rei – “fazei discípulos”.
3.     O preceito do Rei – “ir... batizar... e ensinar”.
4.     A presença do Rei – “Estou convosco todos os dias”



                          A comissão de acordo com Marcos.

                                  Esboço da comissão.
    
1.     O método de missões – pregação
2.     A dimensão de missões – o mundo.
3.     A mensagem de missões – o Evangelho.

                   A comissão de acordo com Lucas.

1.     A fundação reveladora do Evangelho – as Escrituras, a lei de Moises, os Profetas, Os Salmos. (Lc 24/44).
2.     A essência do Evangelho – a morte e ressurreição de Cristo (Lc 24/4-6).
3.     A incumbência do Evangelho – arrependimento e expiação dos pecados devem ser pregados (Lc 24/46-47).
4.     A dimensão do evangelho – entre as nações (Lc 24/47).
5.     O instrumento do Evangelho – somos testemunhas (Lc 24/48).
6.     A dinâmica do Evangelho – a promessa do Pai e do Espírito Santo (Lc 24/49)

                                 A comissão de  acordo com João.

1.     Orientação – “Como o Pai me enviou...” (Jo 20/21).
2.     Incumbência – “Eu pois os envio”... ( Jo 20/21).
3.     Preparo – “Recebei o Espírito Santo”... (Jo 20/22).
4.     Missão – “Perdoar os pecadores”... (Jo 20/23).

                   Esta é a comissão de acordo com os quatro Evangelhos.

                            A tarefa missionária é feita por fé.

         

    
   1. Tem certeza das promessas
de Deus (Hb 11/1).
  2. Esta confiante no poder
de Deus (Hb 11/1).
  3. Percebe o desígnio de
Deus (Hb 11/3).
 4. Age segundo as promessas de Deus (Hb 11/8-22)
 5. Vence tremendas desvantagens (Hb 11/29-38).
 6. Considera Cristo sobre tudo (Hb 11/26).

                  
                                    Conclusão.

Missões, a   maior expressão do carater da igreja que aguarda a volta do Cordeiro glorificado de Deus.
                
                    


Introdução a Psicologia.



PSICOLOGIA: 
Esclarecimento.

Psico + logia.
Ciência que estuda as idéias, as determinações  e sentimentos, cujo conjunto forma o espírito do homem; ciência dos fatos da consciência e de suas leis; tratado sobre a alma e as faculdades intelectuais e morais.

Tipos de Psicologia.

Psicologia Animal - A que estabelece o que o homem tem de comum com os animais e o que deles o distingue.

Psicologia Coletiva - Conjunto de fenômenos mentais, morais, sociais, etc., que constituem a maneira de ser de cada agrupamento humano e o caracterizam.

Psicologia Comparada - Parte da Psicologia que se aplica a seguir fatos psicológicos nas variações que apresentam de acordo com os caracteres da espécie humana, o estudo da saúde mental, o grupo étnico a que pertence o indivíduo e outros índices comparativos.

Psicologia da Forma - A que, nas vivências dos sentidos, dá primazia à totalidade estrutural dos dados sensoriais, sobre a vivência de cada uma das partes.

Psicologia do Subconsciente - A que explora a camada profunda que, sob a camada superficial consciente, influi de modo decisivo na vida humana.

Psicologia Empírica (sem caráter cientifico) - A que estuda os fenômenos psíquicos, descreve-os e lhes formula as leis.

Psicologia Experimental - A que faz variar determinados fenômenos, a fim de individualizar as condições psicológicas.

Psicologia Fisiológica - A que estuda os fenômenos fisiológicos que acompanham os fenômenos psicológicos.

Psicologia Individual - A que explica a vida anímica do indivíduo, pelo sinergismo de dois impulsos fundamentais: a vontade de poder e o sentimento social.

Psicologia Infantil - Parte da Psicologia que estuda o desenvolvimento psíquico da criança.

Psicologia Moral - Parte da Teologia moral que se ocupa das operações da vontade ou dos atos humanos, como manifestações da natureza do homem.

Psicologia Social - A que investiga o instinto, os impulsos da vontade e os sentimentos que levam o homem a formar a sociedade ou a prejudicá-la.

Psicologia BiológicaQue esta relativo às necessidades do ser humano como: amor; carinho; comunicação etc.

Psicologia LingüísticaPois o ser se manifesta por meio da fala. Com isso se expressa o interior de cada pessoa. Ex: Lc 6.45.

Psicologia Neurológicaneurologia, pois expressa a maneira do ser por meio dos sistemas nervosos. A depressão inicia pelos desgastes neurológicos “nervosos”.

O MÉTODO PSICANALÍTICO


            Nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica, recupera para a psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da psicologia como ciência da consciência e da razão.
            O termo Psicanálise é usado para se referir a uma teoria, a um método de investigação e a uma prática profissional. Enquanto Teoria, caracteriza-se por um conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica. A Psicanálise, enquanto Método de Investigação, caracteriza-se pelo método interpretativo, que busca o significado oculto daquilo que é manifesto através de ações e palavras ou através das produções imaginárias, como os sonhos, os delírios, as associações livres. A Prática Profissional refere-se à forma de tratamento psicológico (a análise), que visa a cura ou o auto conhecimento.
            Em l900, Freud apresenta a primeira concepção sobre a estrutura e funcionamento da personalidade. Essa teoria refere-se à existência de três sistemas ou instâncias psíquicas: inconsciente, pré-consciente e consciente.

O INCONSCIENTE exprime o “conjunto dos conteúdos não presentes no campo atual da consciência”. É constituído por conteúdos reprimidos, que não tem acesso aos sistemas pré-consciente e consciente, pela ação de censuras internas. Estes conteúdos podem ter sido conscientes, em algum momento, e ter sido reprimidos, isto é, “foram “ para o inconsciente, ou podem ser genuinamente inconscientes. O inconsciente é um sistema do aparelho psíquico regido por leis próprias de funcionamento.  Exemplo: não existem as noções de passado e presente.

O PRÉ-CONSCIENTE refere-se ao sistema onde permanecem aqueles conteúdos acessíveis à consciência. É aquilo que não está na consciência naquele momento, mas que no momento seguinte pode estar.

O CONSCIENTE é o sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as do mundo interior. Na consciência destaca-se o fenômeno da percepção e, principalmente, a percepção do mundo exterior.


Em 1920 e 1923, Freud remodela a Teoria do Aparelho Psíquico e introduz os conceitos de ID, EGO e SUPEREGO para referir-se aos três sistemas da personalidade.

O ID constitui o reservatório da energia psíquica, é onde se localizam  as pulsões: a de vida e a de morte. As características atribuídas ao sistema inconsciente, na primeira teoria, são nesta teoria, atribuídas ao ID. É regido pelo Princípio do Prazer.

O EGO é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as “ordens”do superego.  Procura dar conta dos interesses da pessoa.  É regido pelo Princípio da Realidade, que, com o princípio do prazer, rege o funcionamento psíquico. As funções básicas do ego são: percepção, memória, sentimentos e pensamento.

O SUPEREGO origina-se com o complexo de Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade.   A moral, os ideais são funções do superego. O conteúdo do superego refere-se a exigências sociais e culturais.

PROCESSOS BÁSICOS DO COMPORTAMENTO


SENSAÇÃO
            Nosso organismo é equipado com sistemas especiais de captação de informações, que denominamos Sentidos ou Sistemas Sensoriais.  São eles que nos capacitam a colher dados de maneira a podermos planejar e controlar nosso comportamento e nos movimentar.
            Os sentidos detectam , realizam transdução (conversão) e transmitem informações sensoriais.  Cada sentido tem um elemento de detecção denominado Receptor, que é composto por uma única célula ou um grupo de células especificamente responsável por um determinado tipo de energia.
            Cientistas catalogaram onze sentidos humanos distintos, sendo que a Visão, a Audição, o Paladar e o Olfato encontram-se entre os mais conhecidos.
            O Tato revelou-se composto de cinco sistemas dérmicos (pele) separados (ou somato-sensoriais): contato físico, pressão profunda, calor, frio e dor.
            Os seres humanos tem mais dois sentidos que detectam os atos do próprio organismo (proprioceptivos), que são:  sentido cinestésico e o sentido vestibular.
            O sentido cinestésico depende dos receptores dos músculos, tendões e articulações.  Esse sistema informa os seres humanos do posicionamento relativo das partes do corpo durante o movimento.  Se fecharmos os olhos e flexionarmos a perna, o sentido cinestésico nos torna consciente do movimento.
            O sentido vestibular é, as vezes, denominado sentido de orientação ou equilíbrio.  Responsável por informar a respeito do movimento e da orientação de sua cabeça e corpo em relação à terra quando estes se movimentam sozinhos dentro do meio que os cerca e quando são impulsionados através do espaço por automóveis, aviões, barcos e outros meios de transporte.  Os órgãos vestibulares estão localizados nas partes ósseas do crânio em ambos os ouvidos interno, são cheios de fluidos que registra as mudanças de velocidade e direção do movimento


            PERCEPÇÃO

            A percepção não fornece um reflexo exato da realidade.  Os próprios sentidos humanos não respondem a muitos aspectos do ambiente que nos cerca, a exemplo disto, não ouvimos os sons de alta freqüência registrados pelos morcegos, não sentimos o cheiro de substâncias que exalam das solas dos sapatos como os cachorros o sentem, etc.  De outro lado, as doenças, o cansaço, a monotonia e as drogas nos fazem ver coisas que não existem.
            A percepção é o significado que damos às experiências que recebemos através dos órgãos dos sentidos.
            Barber e Legge (Apud Braghirolli et. All, 1990, p.74) definem a percepção como o “processo de recepção, seleção, aquisição, transformação e organização das informações fornecidas através dos nossos sentidos.”
            As percepções humanas dependem das expectativas, motivações, atenção e experiências anteriores (aprendizagem).
            A atenção é uma condição essencial para que haja percepção.  É a atenção que nos possibilita selecionar aspectos do meio ambiente.

EMOÇÃO

            A EMOÇÃO é uma reação difusa e desorganizada a algum estímulo interno ou externo.  É um comportamento na qual as respostas vicerais condicionadas têm um papel preponderante.  É um estado complexo, que envolve  aumento da percepção de um objeto ou situação, grandes mudanças físicas, apreciação de atração ou repulsa sentidas, e organização do comportamento no sentido de aproximação ou afastamento.
            Não podemos observar a emoção diretamente, inferimos sua existência através do comportamento.
            O comportamento emocional é determinado por um complexo jogo de predisposições hereditárias e condicionadas.
            A constituição individual é um fator determinante na sensibilidade do sistema nervoso autônomo, no grau da resposta visceral e no padrão de difusão das reações viscerais.  Desta forma, é importante que os órgãos dos sentidos estejam maduros para a condução dos estímulos e posterior percepção.
            As reações emocionais tendem a durar mais do que outras reações porque os músculos vicerais lisos, uma vez estimulados, são lentos em relaxar.  Os estados emocionais podem então, continuar mesmo depois que o estímulo que o desencadeou desaparecer.
            As emoções básicas são:  prazer, tristeza, raiva e medo.  Entretanto, todas elas têm uma enorme escala de variação.  Por exemplo, o prazer pode variar de satisfação ao êxtase, sendo que nesta escala estão incluídos o amor, a alegria, etc.; a tristeza pode variar do desapontamento ao desespero; o medo, da timidez ao terror; a raiva, do descontentamento ao ódio.
            As pessoas e outros animais respondem às suas emoções com expressões faciais, gestos e ações.

MANIFESTAÇÃO DAS EMOÇÕES

Indicadores utilizados para identificar as emoções:

Relatos Verbais – identificam-se as emoções através dos relatos escritos ou falados da pessoa que está sentindo a emoção.

Observação do Comportamento – os gestos, a postura corporal, a expressão facial e outros movimentos são indicadores de emoções, muito embora uma mesma emoção possa desencadear respostas distintas em diferentes pessoas, como também é verdadeiro que emoções diferentes possam gerar respostas iguais nas pessoas.

Indicadores Fisiológicos várias alterações fisiológicas e orgânicas ocorrem durante os estados de emoção.  As principais são: a) a condutividade elétrica da pele que aumenta com o grau de excitação emocional do indivíduo; b) as mudanças na pressão, volume e composição do sangue e o ritmo cardíaco; c) as alterações na temperatura e exsudação cutâneas; d) a mudança nas dimensões da pupila do olho;  e) a secreção alterada das glândulas salivares;  f) a tensão e o tremor muscular.


MOTIVAÇÃO

            MOTIVAÇÃO  -  tanto quanto emoção provém de um mesmo verbo latino “movere” que significa mover-se.  Ambas indicam um estado de despertar do organismo.  “Convencionalmente, temos denominado emocionais os estados intensos e imediatos do despertar, e motivacionais os estados emocionais mais prolongados e dirigidos” (Telford e Sarwrey, 1973).
            Motivo ou Motivação, refere-se a um estado interno que resulta de uma necessidade e que ativa ou desperta comportamento usualmente dirigido ao cumprimento da necessidade ativante.
            A Motivação é algo que não se pode observar diretamente, inferimos a existência de motivação observando o comportamento.
            Um comportamento motivado se caracteriza pela energia relativamente forte nele dispensada e por estar dirigido para um objetivo ou meta.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010