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Pastor da Igreja Evangelica Assembleia de Deus. Conferencista e pregador itinerante da Palavra de Deus, Doutor em Teologia e Diretor da FAETEPE.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Introdução a Psicologia.



PSICOLOGIA: 
Esclarecimento.

Psico + logia.
Ciência que estuda as idéias, as determinações  e sentimentos, cujo conjunto forma o espírito do homem; ciência dos fatos da consciência e de suas leis; tratado sobre a alma e as faculdades intelectuais e morais.

Tipos de Psicologia.

Psicologia Animal - A que estabelece o que o homem tem de comum com os animais e o que deles o distingue.

Psicologia Coletiva - Conjunto de fenômenos mentais, morais, sociais, etc., que constituem a maneira de ser de cada agrupamento humano e o caracterizam.

Psicologia Comparada - Parte da Psicologia que se aplica a seguir fatos psicológicos nas variações que apresentam de acordo com os caracteres da espécie humana, o estudo da saúde mental, o grupo étnico a que pertence o indivíduo e outros índices comparativos.

Psicologia da Forma - A que, nas vivências dos sentidos, dá primazia à totalidade estrutural dos dados sensoriais, sobre a vivência de cada uma das partes.

Psicologia do Subconsciente - A que explora a camada profunda que, sob a camada superficial consciente, influi de modo decisivo na vida humana.

Psicologia Empírica (sem caráter cientifico) - A que estuda os fenômenos psíquicos, descreve-os e lhes formula as leis.

Psicologia Experimental - A que faz variar determinados fenômenos, a fim de individualizar as condições psicológicas.

Psicologia Fisiológica - A que estuda os fenômenos fisiológicos que acompanham os fenômenos psicológicos.

Psicologia Individual - A que explica a vida anímica do indivíduo, pelo sinergismo de dois impulsos fundamentais: a vontade de poder e o sentimento social.

Psicologia Infantil - Parte da Psicologia que estuda o desenvolvimento psíquico da criança.

Psicologia Moral - Parte da Teologia moral que se ocupa das operações da vontade ou dos atos humanos, como manifestações da natureza do homem.

Psicologia Social - A que investiga o instinto, os impulsos da vontade e os sentimentos que levam o homem a formar a sociedade ou a prejudicá-la.

Psicologia BiológicaQue esta relativo às necessidades do ser humano como: amor; carinho; comunicação etc.

Psicologia LingüísticaPois o ser se manifesta por meio da fala. Com isso se expressa o interior de cada pessoa. Ex: Lc 6.45.

Psicologia Neurológicaneurologia, pois expressa a maneira do ser por meio dos sistemas nervosos. A depressão inicia pelos desgastes neurológicos “nervosos”.

O MÉTODO PSICANALÍTICO


            Nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica, recupera para a psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da psicologia como ciência da consciência e da razão.
            O termo Psicanálise é usado para se referir a uma teoria, a um método de investigação e a uma prática profissional. Enquanto Teoria, caracteriza-se por um conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica. A Psicanálise, enquanto Método de Investigação, caracteriza-se pelo método interpretativo, que busca o significado oculto daquilo que é manifesto através de ações e palavras ou através das produções imaginárias, como os sonhos, os delírios, as associações livres. A Prática Profissional refere-se à forma de tratamento psicológico (a análise), que visa a cura ou o auto conhecimento.
            Em l900, Freud apresenta a primeira concepção sobre a estrutura e funcionamento da personalidade. Essa teoria refere-se à existência de três sistemas ou instâncias psíquicas: inconsciente, pré-consciente e consciente.

O INCONSCIENTE exprime o “conjunto dos conteúdos não presentes no campo atual da consciência”. É constituído por conteúdos reprimidos, que não tem acesso aos sistemas pré-consciente e consciente, pela ação de censuras internas. Estes conteúdos podem ter sido conscientes, em algum momento, e ter sido reprimidos, isto é, “foram “ para o inconsciente, ou podem ser genuinamente inconscientes. O inconsciente é um sistema do aparelho psíquico regido por leis próprias de funcionamento.  Exemplo: não existem as noções de passado e presente.

O PRÉ-CONSCIENTE refere-se ao sistema onde permanecem aqueles conteúdos acessíveis à consciência. É aquilo que não está na consciência naquele momento, mas que no momento seguinte pode estar.

O CONSCIENTE é o sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as do mundo interior. Na consciência destaca-se o fenômeno da percepção e, principalmente, a percepção do mundo exterior.


Em 1920 e 1923, Freud remodela a Teoria do Aparelho Psíquico e introduz os conceitos de ID, EGO e SUPEREGO para referir-se aos três sistemas da personalidade.

O ID constitui o reservatório da energia psíquica, é onde se localizam  as pulsões: a de vida e a de morte. As características atribuídas ao sistema inconsciente, na primeira teoria, são nesta teoria, atribuídas ao ID. É regido pelo Princípio do Prazer.

O EGO é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as “ordens”do superego.  Procura dar conta dos interesses da pessoa.  É regido pelo Princípio da Realidade, que, com o princípio do prazer, rege o funcionamento psíquico. As funções básicas do ego são: percepção, memória, sentimentos e pensamento.

O SUPEREGO origina-se com o complexo de Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade.   A moral, os ideais são funções do superego. O conteúdo do superego refere-se a exigências sociais e culturais.

PROCESSOS BÁSICOS DO COMPORTAMENTO


SENSAÇÃO
            Nosso organismo é equipado com sistemas especiais de captação de informações, que denominamos Sentidos ou Sistemas Sensoriais.  São eles que nos capacitam a colher dados de maneira a podermos planejar e controlar nosso comportamento e nos movimentar.
            Os sentidos detectam , realizam transdução (conversão) e transmitem informações sensoriais.  Cada sentido tem um elemento de detecção denominado Receptor, que é composto por uma única célula ou um grupo de células especificamente responsável por um determinado tipo de energia.
            Cientistas catalogaram onze sentidos humanos distintos, sendo que a Visão, a Audição, o Paladar e o Olfato encontram-se entre os mais conhecidos.
            O Tato revelou-se composto de cinco sistemas dérmicos (pele) separados (ou somato-sensoriais): contato físico, pressão profunda, calor, frio e dor.
            Os seres humanos tem mais dois sentidos que detectam os atos do próprio organismo (proprioceptivos), que são:  sentido cinestésico e o sentido vestibular.
            O sentido cinestésico depende dos receptores dos músculos, tendões e articulações.  Esse sistema informa os seres humanos do posicionamento relativo das partes do corpo durante o movimento.  Se fecharmos os olhos e flexionarmos a perna, o sentido cinestésico nos torna consciente do movimento.
            O sentido vestibular é, as vezes, denominado sentido de orientação ou equilíbrio.  Responsável por informar a respeito do movimento e da orientação de sua cabeça e corpo em relação à terra quando estes se movimentam sozinhos dentro do meio que os cerca e quando são impulsionados através do espaço por automóveis, aviões, barcos e outros meios de transporte.  Os órgãos vestibulares estão localizados nas partes ósseas do crânio em ambos os ouvidos interno, são cheios de fluidos que registra as mudanças de velocidade e direção do movimento


            PERCEPÇÃO

            A percepção não fornece um reflexo exato da realidade.  Os próprios sentidos humanos não respondem a muitos aspectos do ambiente que nos cerca, a exemplo disto, não ouvimos os sons de alta freqüência registrados pelos morcegos, não sentimos o cheiro de substâncias que exalam das solas dos sapatos como os cachorros o sentem, etc.  De outro lado, as doenças, o cansaço, a monotonia e as drogas nos fazem ver coisas que não existem.
            A percepção é o significado que damos às experiências que recebemos através dos órgãos dos sentidos.
            Barber e Legge (Apud Braghirolli et. All, 1990, p.74) definem a percepção como o “processo de recepção, seleção, aquisição, transformação e organização das informações fornecidas através dos nossos sentidos.”
            As percepções humanas dependem das expectativas, motivações, atenção e experiências anteriores (aprendizagem).
            A atenção é uma condição essencial para que haja percepção.  É a atenção que nos possibilita selecionar aspectos do meio ambiente.

EMOÇÃO

            A EMOÇÃO é uma reação difusa e desorganizada a algum estímulo interno ou externo.  É um comportamento na qual as respostas vicerais condicionadas têm um papel preponderante.  É um estado complexo, que envolve  aumento da percepção de um objeto ou situação, grandes mudanças físicas, apreciação de atração ou repulsa sentidas, e organização do comportamento no sentido de aproximação ou afastamento.
            Não podemos observar a emoção diretamente, inferimos sua existência através do comportamento.
            O comportamento emocional é determinado por um complexo jogo de predisposições hereditárias e condicionadas.
            A constituição individual é um fator determinante na sensibilidade do sistema nervoso autônomo, no grau da resposta visceral e no padrão de difusão das reações viscerais.  Desta forma, é importante que os órgãos dos sentidos estejam maduros para a condução dos estímulos e posterior percepção.
            As reações emocionais tendem a durar mais do que outras reações porque os músculos vicerais lisos, uma vez estimulados, são lentos em relaxar.  Os estados emocionais podem então, continuar mesmo depois que o estímulo que o desencadeou desaparecer.
            As emoções básicas são:  prazer, tristeza, raiva e medo.  Entretanto, todas elas têm uma enorme escala de variação.  Por exemplo, o prazer pode variar de satisfação ao êxtase, sendo que nesta escala estão incluídos o amor, a alegria, etc.; a tristeza pode variar do desapontamento ao desespero; o medo, da timidez ao terror; a raiva, do descontentamento ao ódio.
            As pessoas e outros animais respondem às suas emoções com expressões faciais, gestos e ações.

MANIFESTAÇÃO DAS EMOÇÕES

Indicadores utilizados para identificar as emoções:

Relatos Verbais – identificam-se as emoções através dos relatos escritos ou falados da pessoa que está sentindo a emoção.

Observação do Comportamento – os gestos, a postura corporal, a expressão facial e outros movimentos são indicadores de emoções, muito embora uma mesma emoção possa desencadear respostas distintas em diferentes pessoas, como também é verdadeiro que emoções diferentes possam gerar respostas iguais nas pessoas.

Indicadores Fisiológicos várias alterações fisiológicas e orgânicas ocorrem durante os estados de emoção.  As principais são: a) a condutividade elétrica da pele que aumenta com o grau de excitação emocional do indivíduo; b) as mudanças na pressão, volume e composição do sangue e o ritmo cardíaco; c) as alterações na temperatura e exsudação cutâneas; d) a mudança nas dimensões da pupila do olho;  e) a secreção alterada das glândulas salivares;  f) a tensão e o tremor muscular.


MOTIVAÇÃO

            MOTIVAÇÃO  -  tanto quanto emoção provém de um mesmo verbo latino “movere” que significa mover-se.  Ambas indicam um estado de despertar do organismo.  “Convencionalmente, temos denominado emocionais os estados intensos e imediatos do despertar, e motivacionais os estados emocionais mais prolongados e dirigidos” (Telford e Sarwrey, 1973).
            Motivo ou Motivação, refere-se a um estado interno que resulta de uma necessidade e que ativa ou desperta comportamento usualmente dirigido ao cumprimento da necessidade ativante.
            A Motivação é algo que não se pode observar diretamente, inferimos a existência de motivação observando o comportamento.
            Um comportamento motivado se caracteriza pela energia relativamente forte nele dispensada e por estar dirigido para um objetivo ou meta.


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